E no programa de hoje, temos uma entrevista com o educador financeiro Uesley Lima, fundador do Grupo The One, que dará dicas para suavizar a falta de dinheiro.

A pandemia do novo Coronavírus deu um xeque-mate em boa parte dos brasileiros que, de repente, se viu sem emprego e, consequentemente, sem dinheiro para bancas as contas que não param de chegar a cada mês. Mesmo quem ainda mantém o emprego ou tem uma reserva financeira está preocupado com o dia de amanhã.

Neste cenário, parece impossível enxergar algo de positivo, mas Uesley Lima, educador financeiro e fundador do Grupo The One, pensa o contrário.  Para ele, o momento é para se ter calma para poder pensar com clareza e racionalidade. Ele diz que que há jeito para tudo, é só ter a informação e o auxílio correto.

O que fazer neste momento tendo ou não dinheiro, tendo ou não emprego é o que ele irá comentar no programa Consumo em Pauta. Lima é o entrevistado da jornalista Angela Crespo nesta segunda.

Dicas do educador financeiro

Logo no início da entrevista, o educador financeiro cita uma frase de Guilherme Benchimol, dono da XP Investimentos: “Se você está com o carro quebrado numa estrada nada vai acontecer se você ficar sentado, ninguém vai te ajudar. Mas se você sair do carro e começar a empurrá-lo, é bem provável aparecer ajuda.

Ou seja, o momento requer que se saia da inércia e vá em busca de soluções”, destaca ele. São várias as dicas dele para se deixar a inércia e colocar a mão na massa e, assim, mudar a realidade e até construir um futuro diferente. Entre elas, aproveitar o momento e fazer cursos para aprimorar o currículo e mostrar ao empregador, para quem ainda está com carteira assinada, que se quer melhorar o desempenho. “Há muitos cursos onlines e gratuitos que podem melhorar o currículo, ampliar os conhecimentos e até descobrir habilidades que poderão servir inclusive para um novo trabalho e, quem sabe, até abrir um negócio.

Ele lembra a história sobre uma competição de quem cortava mais lenha, em que o vencedor foi aquele que, em suas pausas para descanso, continuava a afiar seu machado. Em outras palavras, enquanto descansava, aprimorava seu instrumento de trabalho, que é o que deve ser feito neste momento.

Analisar o que sai de dinheiro mensalmente é outro ponto de destaque na fala do educador financeiro. Se alguém tem um gasto mensal de R$ 1 mil, por exemplo, sabe que tem de fazer entrar no mínimo R$ 1 mil em sua conta todo mês. Se está entrando menos, é o momento de cortar os supérfluos ou buscar fontes de renda complementares. “Colocar em pausa alguns luxos é uma forma de garantir que as necessidades básicas sejam supridas. É o momento de analisar as respectivas realidades financeiras e de remanejá-las”, diz Lima, destacando que envolver toda a família neste processo de análise de cortes de despesas se torna essencial neste momento, ação que deve ter continuidade quando a situação melhorar.

Lima destaca que momentos de instabilidade financeira servem também para se explorar as habilidades individuais, sejam elas quais forem. “É hora de fazer um freelance. Todo recurso que entrar no seu bolso é válido para eventuais necessidades que surgirem. Fazer isso, inclusive, contribui para que você não fique à toa, desanimado”, enfatiza Lima.

Para quem tem dívidas e não tem dinheiro para quitá-las no momento, o educador financeiro sugere uma conversa com o credor, o que demonstra interesse em saldar a dívida, mesmo que seja lá na frente.

Já quem tem uma reserva financeira, Lima ensina que é fundamental saber qual é o custo mensal de sua casa para saber por quantos meses aquele dinheiro segura as contas e assim poder planejar o futuro com mais tranquilidade.

O programa Consumo em Pauta é apresentado pela jornalista Angela Crespo todas as segundas, às 16h da tarde, com reapresentações as terças, às 9h da manhã, e as quartas, às 20h da noite, na Rádio Mega Brasil Online.

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